
O Pleno do Tribunal de Contas aprovou, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do deputado estadual Waldemar Borges, ocorrido no último sábado (4).
A proposta foi apresentada pelo conselheiro Marcos Loreto, que destacou, entre outros pontos, a capacidade de diálogo do parlamentar. “Via ele em momentos de crise, sempre buscando conversar e buscar os entendimentos. Ele fazia política para juntar, negociar e conciliar”, afirmou.
O presidente do TCE-PE, conselheiro Carlos Neves, também ressaltou essa característica. “Ele nunca abriu mão da sua opinião, mas também nunca abriu mão de ouvir a opinião do outro e refletir”, disse.
Carlos Neves destacou ainda o compromisso de Waldemar Borges na defesa da democracia. “Parafraseando o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica: ‘É fácil ter respeito por aqueles que pensam de forma parecida com a nossa, mas é preciso aprender que o fundamento da democracia é o respeito por quem pensa diferente’. Isso representa bem Waldemar Borges”, afirmou.
Os conselheiros Valdecir Pascoal e Dirceu Rodolfo também destacaram a defesa da democracia e a capacidade de diálogo como qualidades do político, além da integridade e a honradez do deputado.
O conselheiro Rodrigo Novaes, que atuou ao lado de Waldemar Borges por quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), descreveu o Waldemar como uma pessoa que não se constrangia em ser ela mesma, real, sempre com uma postura correta e firme.
Os conselheiros Ranilson Ramos e Eduardo Porto definiram o deputado como uma figura protagonista e um dos maiores parlamentares da Alepe, ressaltando seu trabalho em comissões, com destaque para a Constituição, Legislação e Justiça.
Além de exercer quatro mandatos como deputado estadual, Waldemar Borges também foi vereador do Recife, secretário de Desenvolvimento Econômico da capital e secretário de Articulação Social do Estado, entre outros cargos públicos.
Ele era casado com a Ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e deixa três filhos, Mariana, Waldemar e Luana.
Gerência de Jornalismo (GEJO), 9/7/2026

